Arquivo da categoria ‘Velhas histórias…’

Post

Silêncio e som

In Velhas histórias... on 31 julho, 07 por Ricardo Machado

“Somos feitos de silêncio e som”, alguém escreveu isso no msn. Assim como alguém comentou no blog que a consciência pesava 21 gramas quando apaixonada. Discordo em proporção. No meu caso, a consciência pesa 21 toneladas, quando apaixonado. Nossa vida, seja sentimental ou não, é uma sucessão de silêncios e sons. Uns calam por necessidade, outros por medo ou quem sabe por comodismo.

Mas falar nem sempre é suficiente, ou melhor, quase nunca é suficiente. É preciso agir. E agir é conjugar silêncios e sons de forma harmoniosa, como numa orquestra. Ser o maestro da própria vida é fazer o arranjo certo para cada ocasião. Acertar nem sempre é possível. E para os erros, o ideal é silenciar. Porque como disse o poeta: “O silêncio é a união de todas as palavras juntas.”

Post

Uma bosta…

In Velhas histórias... on 2 julho, 07 por Ricardo Machado

” achei uma bosta mas tudo bem”.. esse é o último comentário que recebi no meu blog.

Fiz questão de copiar e colar, para não cometer injustiças. A única coisa que me ocorre neste momento é um episódio do Chaves.

Tenho um texto de bosta, mas e daí?
Sou um jornalista de meia tigela , mas e daí?
Gosto de cães e acho eles, as vezes (quase sempre), mais agradáveis que alguns humanos, mas e daí?
Adoro ver qualquer programa do Chaves pela enézima vez, mas e daí?
Isso é chamado “baixa cultura” (embora eu não acredite nessa bobagem), mas e daí?
Tenho erros em quase tudo que faço, mas e daí?

O negócio é não esquentar a cabeça e tocar a vida, porque o que dá graça são erros.

Tenho apenas uma sugestão: quando for criticar alguém, usem o português de maneira adequada. É importante colocar a vírgula antes do “mas”, já que é exigido para dar idéia de condição. Última coisa. É feio criticar e não colocar o nome, por favor jamais cometam essa gafe.

Post

Sou o cachorro do meu cachorro

In Velhas histórias... on 23 junho, 07 por Ricardo Machado

Não é novidade pra ninguém a relação dos cães e seus donos. Entretanto me dediquei a tentar entender a relação que tenho com meu cachorro e cheguei a seguinte conclusão: sou o cachorro do meu cachorro.

Diariamente saio de caso pontualmente, as vezes nem tanto, vou ao trabalho para prover o meu sustento e isso inclui casa, roupas, comida, faculdade, etc. A rotina é praticamente incessante, exceto aos finais de semana. Enquanto isso meu cachorro fica em casa.

Ele dorme praticamente o dia inteiro, quando não dorme come e quando não come dorme. De vez em quando ele vai até o portão e late para outros caninos, só para não cair na rotina. Todas as noites ele tem uma caixa quente para dormir, o prato da ração permanece constantemente transbordado.

Não bastasse tudo isso, de quinze em quinze dias vai ao pet shop onde todas as garotas o paparicam durante toda a tarde. Eu… bom eu nem lembro a última vez que alguém me deu banho, mas com certeza essa garota foi a minha mãe.

Vendo as coisas por essa ótica fica tudo mais claro a razão pela qual ele fica tão feliz quando chego. Afinal, quem tem toda essa mordomia e em troca disso dá apenas algumas lambidas? Veja bem, os tempos mudaram. As vezes tenho a impressão que quem usa coleiras sou eu, e, até, sinto inveja da honestidade, fidelidade e da vida que os caninos têm.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.